domingo, 28 de agosto de 2011

Sem comentários - HUMANIZAÇÃO


sábado, 27 de agosto de 2011

Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde


Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde 
Profissionais da área de reabilitação seguem exemplo de médicos conveniados aos planos e interrompem atividade. Protesto contra a baixa remuneração deixa 3,5 mil sem atendimento

Publicação: 23/08/2011 06:00 Atualização: 23/08/2011 09:35
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento
A paralisação do atendimento médico aos planos de saúde realizada pelos médicos em abril agora se repete com os profissionais da reabilitação. Cerca de 3,5 mil usuários de planos de saúde não conseguiram atendimento nessa segunda-feira em clínicas de Belo Horizonte e nesta terça-feira , mais uma vez, os estabelecimentos estarão fechados para os convênios médicos. O protesto faz parte de um movimento dos fisioterapeutas contra os valores pagos pelos planos e esquenta a tensão na saúde suplementar. Os usuários dos serviços acabam se tornando alvo e são os que mais sofrem com o problema.

Segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito-MG) o valor da consulta, que varia de R$ 4,20 a R$ 12, não tem sido suficiente para cobrir os custos. “Tentamos negociar com os planos o valor mínimo de R$ 19 pela sessão, mas não tivemos retorno. Atualmente, retirados os custos, sobra, em média, R$ 0,80 para o profissional. É impossível trabalhar com esses valores”, aponta Bruno Fukino, presidente do sindicato. Nessa segunda-feira, cerca de 25 clínicas de Belo Horizonte fecharam as portas. Segundo empresários do setor, o prejuízo médio é de R$ 15 mil ao dia. 

O dano aos pacientes não foi maior porque as clínicas fizeram um aviso prévio. Ainda assim, houve caso de usuário de plano que optou pelo atendimento particular. Mais de 90% dos pacientes atendidos pela fisioterapia são usuários de planos de saúde e a lista de queixas dos usuários do serviço é enorme.

A psicóloga Nelita Freitas é usuária de plano de saúde e conseguiu atendimento em pleno dia de protesto porque banca o tratamento preventivo com recursos próprios. Nelita conta que tinha restrições ao uso de corticóides e só curou uma inflamação depois de fazer 40 sessões de fisioterapia. Para não sofrer recaídas e manter a saúde, ela faz um trabalho de manutenção. Paga R$ 220 por mês, por duas sessões. “Acho que os planos deveriam investir também na prevenção. Se eu não fizesse o reforço muscular, poderia sofrer novamente com o problema que já consegui superar.”

Apesar de entidades de defesa do consumidor apontarem a necessidade de haver uma mediação dos conflitos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não interfere na relação entre os prestadores de serviços e as operadoras. A ANS informa, no entanto, que não pode haver prejuízos aos usuários. “A operadora deve garantir o atendimento. Se isso não acontecer, o usuário pode entrar em contato com o disque ANS e fazer uma denúncia”, reforça a agência, por meio de sua assessoria.

A fisioterapia está incluída no rol de procedimentos obrigatórios, mas o atendimento hoje se tornou um desafio. Segundo Isidro Alvarez, que administra quatro unidades da Clínica Fisior em Belo Horizonte, são cerca de 200 pacientes por dia sem atendimento. Ele aponta que não são poucos os negócios que já fecharam as portas ou mudaram o ramo de atividade. O Sinfito também informa que as operadoras dificultam o atendimento aos usuários, não investem no tratamento preventivo, o que pode agravar o quadro dos pacientes e tornar o serviço ainda mais caro.


Com dores
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220  (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220
Esta é também a reclamação do aposentado João Batista de Castro. Ele sente dores na coluna e precisa começar a fisioterapia. Como não sabia da paralisação, foi surpreendido pela faixa informando o protesto na porta de uma clínica. “Tive um imprevisto e atrasei para começar o tratamento. Avisei ao plano de saúde e mesmo assim eles interromperam minha autorização com alegação de que demorei sete dias corridos para iniciar as sessões.” O aposentado agora terá que começar novamente do zero e marcar um médico para autorizá-lo ao tratamento. “Preciso da fisioterapia e não sei quantos dias vou demorar para conseguir nova autorização.” 

Há 25 anos no mercado, Eloísa Miranda é fisioterapeuta e dona do Instituto de Ortopedia e Fisioterapia (IOF), que funciona no Centro de BH. Segundo ela, cerca de 160 pacientes deixaram de ser atendidos por causa da paralisação. “Tentamos vários contatos com os planos, mas não tivemos retorno. Ao longo de 20 anos tivemos reajustes de alguns centavos, o que levou a situação a um limite.” 

Procurada pela reportagem, a Unimed-BH informou que mantém uma política de remuneração diferenciada para os serviços de reabilitação frente ao mercado local. A cooperativa destacou que segue rigorosamente os contratos firmados. Ressaltou, ainda, que seus clientes podem procurar a operadora para esclarecer dúvidas, mas não comentou sobre seus usuários que nessa segunda-feira voltaram para casa sem atendimento. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), colocou que vem participando ativamente dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela ANS, e também das câmaras técnicas da Associação Médica Brasileira (AMB).

Daqui para o futuro
Um novo modelo

Amanhã fisioterapeutas de Minas vão se reunir para votar o que chamam de fim do tratamento parcial aos usuários de planos de saúde. Segundo Isidro Alvarez, administrador em Belo Horizonte de quatro clínicas especializadas, a decisão vai marcar um novo modelo no atendimento da reabilitação. Segundo ele, hoje os convênios pagam para que o paciente trate uma parte do corpo. Por exemplo um ombro. No entanto, os fisioterapeutas defendem a reabilitação global. “O que significa por exemplo, o reforço do outro ombro que será sobrecarregado no processo de tratamento. Não vamos mais aceitar a segmentação autorizada pelos planos.” 

SAIBA MAIS
A mesma Justificativa

Em abril médicos promoveram um dia de protestos contra o valor pago pelas consultas médicas. Reclamaram também da interferência dos planos na conduta médica, como a limitação no pedido de exames. O ministério da Justiça impediu os médicos de coordenar movimentos como o ocorrido em abril. Em maio, fisioterapeutas de Minas distribuíram carta aberta à população. No texto denunciaram o pagamento de R$ 4,20 por sessão de 50 minutos. Nessa segunda-feira clínicas especializadas interromperam atendimento aos convênios. Nesta terça-feira, o atendimento será novamente suspenso. Fisioterapeutas prometem promover protesto às 11h na Praça da Liberdade.

Fonte:

sábado, 30 de julho de 2011

Eu quero ser doutor!!!

Eu quero ser doutor, daqueles doutores que curam de verdade, que exterminam enfermidades incuráveis, que vencem o câncer e as dores invisíveis da indecifrável psicossomática.

Eu quero ser doutor, sim, que cure sem medicamentos ou novidades mega-ultra high tech super power!!!
Quero curar o ser humano ainda quando a doença não se instalou, enquanto ainda sonda e permeia os arredores de seu corpo, enquanto ainda orbita ao redor dos órgãos a serem atacados.
Queremos ser doutores que eliminam a raiva antes dela atacar o fígado, a depressão antes dela invadir o pulmão e o intestino grosso, a tristeza antes que ela apague o fogo da alegria do coração e o medo antes que ele apague a chama da vida.
Enquanto fica essa palhaçada de quem pode ou não pode usar o título de doutor, em meio tecnicismos malucos, loucuras do ego e da vaidade descabida dos aprisionados por si próprios, estão por aí seres mágicos, que conhecem o segredo da cura: OS DOUTORES DA ALEGRIA.

 Não desmereço os cientistas, pesquisadores que cada vez mais trazem avanços do campo da cura e do diagnóstico, para prolongar e melhorar a vida do ser humano.
O que me incomoda é a mesquinhez, daquele que pensa saber tudo, sobre quase nada, aquele que dedicou meses de seu doutorado, mestrado, anos de sua vida para apresentar a grande novidade sobre o fator X ou Y, correlato ao ciclo de Krebs e sua importância no tratamento da patologia que só está ali por mau uso.


Mas ao invés de dar ouvidos a este tipo de conversa, o que não leva a lugar nenhum, deixemos o fato apenas como reflexão para estes irmãos em evolução, considerando que a verdadeira evolução da medicina é a vida, a emoção, a alegria e a cura para qualquer enfermidade é o AMOR.


Doutor da alegria, esse título de doutor, esse eu quero, ah, quero sim, quero muito...

...sevocê também quer, visite o site e acesse as opções de cursos oferecidos, gratuitos ou pagos.





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sábado, 23 de julho de 2011

Masai Barefoot Technology - Biomecânica de calçados / Fórum


Masai Barefoot Technology

Fonte: http://citrag.blogspot.com/2008/02/masai-barefoot-technology_09.html


(imagem retirada daqui)


Os MBT (Masai Barefoot Technology) são sapatos desenvolvidos depois de um estudo profundo sobre a tribo Masai. Esta tribo nómada africana é conhecida pela sua excelente postura e por não terem poblemas de coluna, joelhos ou ligamentos.
O seu criador, Karl Muller, um engenheiro suíço passou seis anos a desenhar este produto com o objectivo de aliviar suas dores nas costas, nos joelhos e no tendão de Aquiles, descobriu que faz bem ao corpo caminhar num terreno irregular.
O sapato activa músculos internos do pé que a maioria das pessoas não utiliza como deve. A falta de uso desses músculos acaba por se repercutir em todo o corpo, já que são adoptadas más posturas que com o tempo produzem dor nas articulações e inclusivé outros problemas mais sérios.
A composição destes sapatos obriga o seu utilizador a apoiar o pé numa parte do calcanhar diferente da habitual e, portanto, a caminhar de outra maneira. Esta outra forma é, segundo os fabricantes, a dos Masai, cujos membros são conhecidos por correr grandes distâncias na savana do Quênia e da Tanzânia sem se cansar e, o que é mais importante para os consumidores americanos, sem desenvolver celulites (finalmente lembraram-se das mulheres!).
A sola do sapato é fabricada com quatro camadas, cada uma necessária para criar a eficácia do sapato. A primeira camada é uma camada de fibra de vidro que garante um movimento natural evolutivo para todo o pé, desde o calcanhar à ponta dos pés. A 2ª camada é mais espessa que a 1ª e é a que cria a sensação de caminhar sobre uma superfície macia e desigual, um pouco como caminhar sobre a areia. Mantém activos os músculos não utilizados quando se caminha com sapatos normais. De seguida vem a camada que sé uma secção colocada sob o calcanhar, fazendo com que a sola dos pés realmente afunde numa superfície macia. A última camada protege as outras e é concebida para tornar mais fácil a caminhada em todos os locais e condições meteorológicas.







Amigos, o que acham deste produto em relação a biomecânica?




terça-feira, 12 de julho de 2011

Quanto custa ou quanto vale?


Certas vezes questiono a mim mesmo se todos sabem a diferença entre valor e preço. 
Our offer includes up to 3 weeks of rehab
Podemos constatar a enorme dificuldade de alguns colegas fisioterapeutas em fugir da tradicional armadilha do preço , imputando a si mesmos o insucesso de suas aspirações profissionais, além de prejudicar toda a classe. 

Warren Buffet afirma que “O preço é o que você paga . O valor é o que você leva”.  
Qual é o valor de uma aliança de noivado? Obviamente tem um valor: afetivo, sentimental, simbólico, mas também tem um preço. Porque é que alguém compra as alianças? Pelo valor. O valor é sempre maior do que o preço; se o preço for maior do que o valor então não compro.
O ponto tanto sutil quanto óbvio é que o valor é definido não pelo que o profissional  faz, mas pelos pacientes levam como benefício de seus serviços . 
O valor ,então , não apenas assume diversas formas , mas se materializa por meio de diversas formas, não é só apenas o tempo passado com o paciente, seja o "sedare doloren", seja uma seção de estética, qual o valor? 
Qual o valor de parar de sentir uma dor? De voltar a fazer as atividades da vida diária, para o paciente?
Pode parecer banal, mas experimente ficar o dia inteiro sem utilizar o seu membro superior direito, como será o escovar os dentes pela manhã, tomar café,chegar até o local de trabalho, almoçar, enfim até terminar o dia e acordar no dia seguinte.

Imagine atender a um paciente, empresário do ramo de hotelaria, cujo  faturamento mensal gire em torno de cem mil reais, ou um jogador de futebol profissional, por exemplo. Quanto VALE seu retorno a atividade?
O mesmo que VALE para uma senhora suburbana, vítima de AVC, aposentada e assalariada, que quer voltar a seus afazeres. A diferença é quanto cada um pode pagar pelos seus serviços.

Infelizmente alguns colegas, ao ingressarem no mercado de trabalho, tem se desvalorizado aceitando quantias irrisórias, suficientes talvez a sobrevivência, fazendo pacotes promocionais, desrespeitando os valores estabelecidos no Referencial de Honorários Fisioterapêuticos (http://www.coffito.org.br/conteudo/con_view.asp?secao=32).
Inclusive clínicas, se sujeitando aos preços estabelecidos pelos planos de saúde, no desespero de sobrevivência no mercado, utilizando-se da mão de obra de estagiário, sem a devida supervisão e acompanhamento voltado a sua formação profissional e melhora do quadro do paciente, distribuindo os pacientes por ELETRO-APARELHOS, sem levar em conta a terapia, mas sim a ocupação das macas e tomadas.
Para definir o preço de alguma coisa é preciso analisar o valor daquele produto ou serviço, do ponto de vista do possível comprador. Se a percepção dele registra valor irrelevante, o preço será necessariamente baixo. Portanto, se quisermos obter um preço melhor por aquele bem, será necessário procurar outro comprador ou encontrar meios de alterar a percepção de valor daquele cliente em relação ao que colocamos à venda.
Definir o preço apenas com base nos custos de uma sessão é um erro, pois se, por um lado, o custo serve para definir o preço mínimo para não vender com prejuízo, por outro lado não leva em conta a percepção do cliente, que pode atribuir àquele objeto um valor muito maior, sem contar no investimento na formação (universidade, livros, horas de estudo, condução, alimentação e etc) . 
Seria mais ou menos como vender uma Ferrari pelo custo das matérias primas utilizadas e dos custos de fabricação e horas de trabalho dos operários  – mais a comissão do canal de distribuição , naturalmente. 
Na década de 60 a indústria de vestuário colocou a etiqueta para fora; o preço da roupa quadruplicou. Aquela pessoa que pagava 4 vezes mais por determinada blusa dava um grande valor pelo fato de estar vestindo determinada grife. O preço foi multiplicado independente de custo.
Em verdade , o que vemos é o produto acabado alcançar um preço algumas centenas de vezes maior do que o custo. Como podemos alterar a percepção de valor do cliente? Introduzindo mudanças, conceituais – que criem novos significados do serviço para o cliente, o que induzem a decisão de contratação dos serviços.
Entretanto serviços são intangíveis , e vender o invisível é mais difícil pois enquanto produtos são fabricados e usados ,com transferência de propriedade , serviços são oferecidos e experimentados ,estabelecendo e promovendo ligações entre as pessoas. Como na maioria das vezes , o que vendemos é nosso serviço de reabilitação, o caminho para o sucesso é descobrir que o preço é uma das chaves que o cliente ou prospect avalia para saber se algo é bom, sendo algumas das chaves são marca (renome por resultados alcançados), embalagem (apresentação individual, roupas, perfume, cabelos equipamentos) e relacionamento 
Não é por acaso que os fisioterapeutas mais experientes nunca sugerem que algo tem preço baixo quando o objetivo é passar a mensagem de que o serviço oferecido tem qualidade . 
De fato , o insight sobre o valor dos serviços passa pela compreensão da mudança dos conceitos de eficiência e eficácia. O primeiro , significa o fazer as coisas certas sob a perspectiva do desempenho do profissional; a segunda, é fazer as coisas certas valorizadas pelo cliente , de acordo com suas necessidades e expectativas .

Uma segunda conseqüência principal do pensamento da criação de valor através de prestação de serviços é que a palavra-chave é “importância”, haja visto que é essencial que o fisioterapeuta faça com que seus pacientes (clientes) se sintam importantes, pois o são, e que acenem com a visão de construção de relacionamento duradouro . 
Saiba de cabeça, ou melhor, de coração, o caso clínico do seu paciente, seu nome, suas aspirações e não o trate como um entorse, como uma lesão de ombro, joelho, como u número de leito ou endereço. É o amor a profissão e ao paciente que faz toda a diferença.
As técnicas de serviço para ter um relacionamento perene com os clientes passam pela afinidade natural , a velocidade , o expertise aparente ,o espírito de comprometimento ,a capacidade de oferecer uma solução completa , o uso de palavras mágicas e a dedicação. 

Como atribuir valor a seu serviço? Para os fás da Xuxa a Xandália da Xuxa vale muito mais do que qualquer outra sandália. Há muitas maneiras de agregar valor: símbolos, depoimentos de personalidades importantes ou formadoras de opinião em sua região, etc. Se você é novato, especialize-se; escolha um universo de pacientes que estejam carentes de um atendimento especializado, que tenham determinadas patologias, determinadas necessidades, e especialize-se em atender aqueles ítens.

Valores são inegociáveis; não tem preço, já que as pessoas não estão dispostas a negociá-los. A saúde não tem preço.