quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Retratação Pública - Pronunciamento

Recentemente falando a respeito das questões que envolvem a nossa profissão, falei em defesa de nossa classe e inclusive do nosso Conselho, tendo me pronunciado inclusive no sentido de que no ano de 2006, por ocasião de reunião promovida pelo CREFITO/2, para revisar a grade curricular da Fisioterapia, defendi e defendo a ideia de que o profissional de saúde deve ter noções de administração, marketing e empreendedorismo para que logre êxito em sua carreira. Nesta época, presidia o Conselho e a reunião a Dra. Rita Vereza, em oportunidade recente comentei que de lá para cá não percebi muitas modificações ou atitudes neste sentido.
Ressalto que não participo do processo decisório e por isso não tenho idéia do que envolve a priorização de questões a serem resolvidas, tende em vista os critérios de gravidade, urgência ou tendência.

No entanto, é por dever de justiça que devo citar que o conselho publicou, no primeiro trimestre de 2008, como matéria de capa, o referido assunto referido:

http://www.crefito2.org.br/Revista/Revista27.pdf

Fui contactado, por motivo dos cursos de extensão que ministrei na cidade do Rio de Janeiro e em virtude do alcance da Premiação como Finalista do Prêmio Top Empresarial, para ser entrevistado, conforme se segue.


De tal modo, fica esclarecido o possível mal entendido contido na crítica.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O sucesso não acontece por acaso

Recentemente comentei com os alunos presentes no Fisio COPAF, II Congresso Paraense de Fisioterapia, a respeito de que o sucesso também é uma ciência e que Napoleon Hill, desde o início do século passado já publiocava livros mapeando a personalidade e característica das pessoas de sucesso. Há milênios o segredo do sucesso é conhecido por uma minoria dominante, como diz a autora do llivro e filme The Secret, Rhonda Byrne.

O livro de Napoleon Hill, "A lei do triunfo", enumera alguns critérios para se atingir o sucesso pessoal e profissional, assim como os programas de qualidade exigem o cumprimento de critérios para certificação das empresas, baseado em fatores comuns de empresas de classe mundial.

Sendo assim, o sucesso é algo a ser estudado, descrito por vários autores, tais como James Hunter, falando de liderança, Sun Tzu, falando de estratégia, Salomão, em Eclesiastes e assim por diante nos disponibilizam várias lições importantes.

De tal forma, nada do que cito em minhas palestras é meu, como diria Daniel Carvalho Luz, a respeito de seu livro Insights, apenas tem de meu aqui o laço que amarra um belo bouquet...


Disponibilizo para download gratuito aos seguidores e leitores do blog:


Que influenciem-se e multipliquem esta informação para o bem estar coletivo!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

COPAF - Curso Pré-Congresso: “Recursos de Marketing para Fisioterapeutas”

Curso: “Recursos de Marketing para Fisioterapeutas” II FISIOCOPAF
Dr. Carlos Marcelo Cruz Silva (RJ) 

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do;jsessionid=21C6788CB5944A05B6B4430982E66D77.node2


Não há no mercado instituições de ensino superior que ofereçam informações sobre estes assuntos imprescindíveis ao sucesso profissional, ou são oferecidos de forma genérica e não específicas relativas ao serviço de saúde.

Objetivos do Curso. Capacitar o profissional de saúde na área gerencial de seu negócio em aumentando as chances de empregabilidade e sucesso como empreendedor ou profissional autônomo.

Formato do Curso:
- Noções de teorias de Marketing para o desenvolvimento de estratégias mercadológicas visando alcançar o sucesso na conquista e manutenção de uma carteira de clientes adequadas as características do empreendimento

Estrutura do Curso:
- Teorias Gerais de Marketing;
- Marketing Pessoal e Institucional
- Instrumentos Eficazes de Marketing, 
- Endomarketing e Exomarketing;
- Networking e Netmeeting
- Técnicas de Comunicação (PNL)
- Atendimento eficaz;
- Quem é o meu cliente e o que ele quer? (Nicho de Mercado)
- Como conquistar e manter clientes?
- Técnicas de venda e negociação e Análise de Ambiente Competitivo.

Local do Evento: UEPA- Avenida Almirante Barroso-
Ao lado do Bosque Rodrigues Alves - Belém - Pará
Data: 19 de outubro de 2011
Horário: 14:00h às 17:00 h

VAGAS LIMITADAS: Inscreva-se JÁ!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

NOTA - TRANSCRIÇÃO - Cris Fisio

Senhores, o que está acontecendo com a fisioterapia, com o fisioterapeuta e as demais áreas da SAÚDE , é uma vergonha, para não dizer TRISTEZA, DECEPÇÃO E FRUSTRAÇÃO.

Saímos para um mercado de trabalho injusto e sem qualidade; profissionais que não conseguem emprego por não ter Q.I. (quem indique), e estão submetidos a um absurdo de mão-de-obra ESCRAVA.

Garis (varredores de rua) em São Paulo, sem querer desqualificar a profissão que também é digna, ganham mais que um FISIOTERAPEUTA que passou 5 anos dentro de uma Universidade qualificando-se para: reabilitar, tratar, avaliar um ser humano. Já um Auxiliar de Enfermagem ganha se melhor em apenas um hospital, sendo que esse profissional trabalha até em três hospitais. Um profissional Fisioterapeuta ganha em média uma verdadeira VERGONHA...

Quer ver coisa mais vergonhosa do que plantão de fisioterapeuta?

Temos uma tabela de honorários que não é respeitada nem pelos planos de saúde. Dia desses um colega me informou que teve que avaliar o paciente e tratar no mesmo dia porque o plano de saúde não cobre nossa consulta, sendo que quando ele foi cobrar a primeira vez, o plano informou-o que o fisioterapeuta apenas aplica os procedimentos que os médicos ortopedistas prescrevem, desta forma seria inviável ser cobrada uma nova consulta, já que o diagnóstico foi dado primeiro pelo médico.

Sei que houve uma conquista recente perante o SUS, no que se refere a cobrança dos honorários, que eram de R$ 2,30 e foram reajustados para R$ 6,05. Que reajuste! Bastante relevante! Na classe médica houve, pelo que me recordo, até uma greve no atendimento dos planos de saúde, onde os honorários que eram de R$ 12,50 foram reajustados para R$ 34,50, sendo tabela unificada. Realmente, vejo que essa foi uma recomposição substantiva na tabela médica.

Assim expresso, minha profunda decepção ao investir 50.000 reais em um curso com mercado saturado e injusto para nos profissionais.

VAMOS SALVAR AINDA O QUE NOS RESTAM......
OBS.: "UNIÃO DE CLASSE (URGENTEMENTE)".

Que a nossa classe é desunida, todo mundo tá careca de saber, inclusive as outras categorias da área da Saúde. Mas se pararmos para observar por um momento, mesmo em meio a tanto caos e desunião existem integrantes cuja LUTA ÁRDUA e solitária BENEFICIA a classe como um todo, e mesmo assim, a luta não é devidamente valorizada!

Falo de uma LUTA de usar TEMPO e DINHEIRO mobilizam AUTORIDADES POLÍTICAS em prol da categoria ou ainda, que usam a internet como meio de divulgação, informação e promoção da classe ou simplesmente, que exercem sua atividade profissional dentro dos preceitos da ética e dignidade profissional.

Pessoas assim existem dentro da Fisioterapia e muitas vezes são discriminadas por seus pares pelo simples motivo de "guerra de egos". A Fisioterapia precisa de mais pessoas assim, como também precisa que estes solitários "carregadores de piano" sejam ajudados e valorizados.

Tudo depende de nós, deixemos de lado o "pessoal" e pensemos coletivamente.

Pessoal add nossa COMUNIDADE tb e nos ajude a mudar.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96657742

Nossa comunidade é: "VAMOS SALVAR A FISIOTERAPIA".

Grata.

Cris Fisio

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002739290720&sk=info

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conselho proíbe venda de pacotes de serviços estéticos pela internet

Drenagens, massagens e tratamentos feitos sem avaliação prévia e por pessoas sem habilitação podem até matar, segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional proibiu a venda, na internet, de pacotes de serviços estéticos, como drenagem linfática e ultrassom.
As promessas de acabar ou reduzir muito gordurinhas, celulite e estrias já são uma tentação. Com preços baixos, são mais atraentes ainda. Pode ficar difícil resistir a ofertas quase milagrosas de pacotes vendidos em um clique do computador. Mas o que parece muito bom pode ser um perigo.
Drenagens, massagens e tratamentos feitos sem avaliação prévia e por pessoas sem habilitação podem até matar, segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que decidiu proibir o que considera abuso na venda pela internet.
O alvo são os sites de compras coletivas que podem induzir à contratação dos serviços por impulso em clínicas que não tomam os cuidados necessários. Até o tratamento que parece mais inofensivo pode ter contraindicações.
“A drenagem pode soltar um trombo, um acidente vascular isquêmico, dentre outros riscos à saúde da população”, diz a fisioterapeuta Andrea Fuchs Botsaris.
“Dentro do pilates, por exemplo, há um movimento contraindicado em uma lesão, como uma hérnia de disco”, ressalta a fisioterapeuta Aparecida Pellicciotti. “Se o paciente precisar de um marcapasso e o profissional for aplicar o equipamento de corrente russa, por exemplo, ele pode matá-lo.”
A venda indiscriminada de pacotes de tratamentos poderá render punição, como a suspensão do registro no Conselho Regional de Fisioterapia (Crefito), mas só aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Evitar clínicas irregulares e profissionais sem habilitação vai depender da pesquisa e do cuidado de quem contrata.
“Estamos notificando a todos. Em não ocorrendo a observação dessa decisão, nós chamamos esses profissionais, abrimos um processo administrativo ético que pode culminar inclusive na perda do exercício da profissão", reforça Gil Lucio de Almeida, presidente do Crefito.
A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico declarou que considera dever das empresas de compras e dos profissionais que nelas trabalham zelar pela legalidade de seus produtos e serviços

sábado, 27 de agosto de 2011

Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde


Fisioterapeutas suspendem atendimento em protesto contra planos de saúde 
Profissionais da área de reabilitação seguem exemplo de médicos conveniados aos planos e interrompem atividade. Protesto contra a baixa remuneração deixa 3,5 mil sem atendimento

Publicação: 23/08/2011 06:00 Atualização: 23/08/2011 09:35
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
João Batista de Castro sofre de dores na coluna: além de encontrar barreiras ao tratamento, ontem ele foi surpreendido com a faixa que informava sobre o movimento
A paralisação do atendimento médico aos planos de saúde realizada pelos médicos em abril agora se repete com os profissionais da reabilitação. Cerca de 3,5 mil usuários de planos de saúde não conseguiram atendimento nessa segunda-feira em clínicas de Belo Horizonte e nesta terça-feira , mais uma vez, os estabelecimentos estarão fechados para os convênios médicos. O protesto faz parte de um movimento dos fisioterapeutas contra os valores pagos pelos planos e esquenta a tensão na saúde suplementar. Os usuários dos serviços acabam se tornando alvo e são os que mais sofrem com o problema.

Segundo o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito-MG) o valor da consulta, que varia de R$ 4,20 a R$ 12, não tem sido suficiente para cobrir os custos. “Tentamos negociar com os planos o valor mínimo de R$ 19 pela sessão, mas não tivemos retorno. Atualmente, retirados os custos, sobra, em média, R$ 0,80 para o profissional. É impossível trabalhar com esses valores”, aponta Bruno Fukino, presidente do sindicato. Nessa segunda-feira, cerca de 25 clínicas de Belo Horizonte fecharam as portas. Segundo empresários do setor, o prejuízo médio é de R$ 15 mil ao dia. 

O dano aos pacientes não foi maior porque as clínicas fizeram um aviso prévio. Ainda assim, houve caso de usuário de plano que optou pelo atendimento particular. Mais de 90% dos pacientes atendidos pela fisioterapia são usuários de planos de saúde e a lista de queixas dos usuários do serviço é enorme.

A psicóloga Nelita Freitas é usuária de plano de saúde e conseguiu atendimento em pleno dia de protesto porque banca o tratamento preventivo com recursos próprios. Nelita conta que tinha restrições ao uso de corticóides e só curou uma inflamação depois de fazer 40 sessões de fisioterapia. Para não sofrer recaídas e manter a saúde, ela faz um trabalho de manutenção. Paga R$ 220 por mês, por duas sessões. “Acho que os planos deveriam investir também na prevenção. Se eu não fizesse o reforço muscular, poderia sofrer novamente com o problema que já consegui superar.”

Apesar de entidades de defesa do consumidor apontarem a necessidade de haver uma mediação dos conflitos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não interfere na relação entre os prestadores de serviços e as operadoras. A ANS informa, no entanto, que não pode haver prejuízos aos usuários. “A operadora deve garantir o atendimento. Se isso não acontecer, o usuário pode entrar em contato com o disque ANS e fazer uma denúncia”, reforça a agência, por meio de sua assessoria.

A fisioterapia está incluída no rol de procedimentos obrigatórios, mas o atendimento hoje se tornou um desafio. Segundo Isidro Alvarez, que administra quatro unidades da Clínica Fisior em Belo Horizonte, são cerca de 200 pacientes por dia sem atendimento. Ele aponta que não são poucos os negócios que já fecharam as portas ou mudaram o ramo de atividade. O Sinfito também informa que as operadoras dificultam o atendimento aos usuários, não investem no tratamento preventivo, o que pode agravar o quadro dos pacientes e tornar o serviço ainda mais caro.


Com dores
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220  (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Nelita Freitas prefere bancar tratamento: gastos de R$ 220
Esta é também a reclamação do aposentado João Batista de Castro. Ele sente dores na coluna e precisa começar a fisioterapia. Como não sabia da paralisação, foi surpreendido pela faixa informando o protesto na porta de uma clínica. “Tive um imprevisto e atrasei para começar o tratamento. Avisei ao plano de saúde e mesmo assim eles interromperam minha autorização com alegação de que demorei sete dias corridos para iniciar as sessões.” O aposentado agora terá que começar novamente do zero e marcar um médico para autorizá-lo ao tratamento. “Preciso da fisioterapia e não sei quantos dias vou demorar para conseguir nova autorização.” 

Há 25 anos no mercado, Eloísa Miranda é fisioterapeuta e dona do Instituto de Ortopedia e Fisioterapia (IOF), que funciona no Centro de BH. Segundo ela, cerca de 160 pacientes deixaram de ser atendidos por causa da paralisação. “Tentamos vários contatos com os planos, mas não tivemos retorno. Ao longo de 20 anos tivemos reajustes de alguns centavos, o que levou a situação a um limite.” 

Procurada pela reportagem, a Unimed-BH informou que mantém uma política de remuneração diferenciada para os serviços de reabilitação frente ao mercado local. A cooperativa destacou que segue rigorosamente os contratos firmados. Ressaltou, ainda, que seus clientes podem procurar a operadora para esclarecer dúvidas, mas não comentou sobre seus usuários que nessa segunda-feira voltaram para casa sem atendimento. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informou que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), colocou que vem participando ativamente dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela ANS, e também das câmaras técnicas da Associação Médica Brasileira (AMB).

Daqui para o futuro
Um novo modelo

Amanhã fisioterapeutas de Minas vão se reunir para votar o que chamam de fim do tratamento parcial aos usuários de planos de saúde. Segundo Isidro Alvarez, administrador em Belo Horizonte de quatro clínicas especializadas, a decisão vai marcar um novo modelo no atendimento da reabilitação. Segundo ele, hoje os convênios pagam para que o paciente trate uma parte do corpo. Por exemplo um ombro. No entanto, os fisioterapeutas defendem a reabilitação global. “O que significa por exemplo, o reforço do outro ombro que será sobrecarregado no processo de tratamento. Não vamos mais aceitar a segmentação autorizada pelos planos.” 

SAIBA MAIS
A mesma Justificativa

Em abril médicos promoveram um dia de protestos contra o valor pago pelas consultas médicas. Reclamaram também da interferência dos planos na conduta médica, como a limitação no pedido de exames. O ministério da Justiça impediu os médicos de coordenar movimentos como o ocorrido em abril. Em maio, fisioterapeutas de Minas distribuíram carta aberta à população. No texto denunciaram o pagamento de R$ 4,20 por sessão de 50 minutos. Nessa segunda-feira clínicas especializadas interromperam atendimento aos convênios. Nesta terça-feira, o atendimento será novamente suspenso. Fisioterapeutas prometem promover protesto às 11h na Praça da Liberdade.

Fonte: